Há sentimentos que não chegam batendo à porta. Eles invadem. Entram pela respiração, percorrem as veias e fazem do peito um lugar pequeno demais para tanta vida. É como carregar uma estrela acesa entre as costelas. Ela aquece, ilumina lembranças, colore o mundo, mas também exige espaço. Há dias em que esse brilho parece esperança. Em outros, parece saudade. Algumas pessoas passam por nós como uma brisa. Outras deixam um sol inteiro morando por dentro. Depois disso, nunca mais somos a mesma paisagem. O coração aprende que amar não é apenas encontrar repouso. É descobrir que existe uma chama capaz de transformar silêncio em música, ausência em memória e simples instantes em eternidade. Existem emoções que não cabem em palavras. Elas apenas queimam delicadamente, lembrando que estar vivo é permitir que a alma seja iluminada, mesmo quando o calor dela faz os olhos se encherem de lágrimas. Talvez seja isso o amor, a esperança ou a própria vida: um sol escondido dentro do peito, que insiste ...